Crescer é um dos principais objetivos de qualquer empresa de tecnologia. Mas, quando o crescimento acontece rapidamente, a infraestrutura precisa acompanhar esse ritmo.
Foi exatamente esse o desafio enfrentado pela Takeat, startup brasileira de tecnologia voltada ao setor de alimentação fora do lar.
A empresa oferece uma plataforma que reúne diferentes recursos para bares, restaurantes, food parks e redes de alimentação, incluindo PDV, comanda digital, cardápio digital, delivery próprio, integração com iFood, CRM, cashback e comunicação com consumidores pelo WhatsApp.
À medida que a plataforma cresceu e mais estabelecimentos passaram a utilizar seus serviços, a infraestrutura existente começou a apresentar limitações de escala e disponibilidade.
Foi nesse momento que a Takeat buscou a KXC Tecnologia para conduzir a migração e a modernização do ambiente na AWS.
O resultado foi uma transformação da arquitetura que acompanhou a expansão do negócio: a Takeat passou a suportar mais de 80 mil acessos simultâneos, enquanto, segundo o case publicado pela KXC, a empresa registrou crescimento de 30 vezes em receita e 22 vezes na base de clientes após a migração para a AWS.
O desafio: quando a infraestrutura começa a limitar o crescimento
Antes da modernização, a plataforma da Takeat funcionava baseada em uma arquitetura monolítica.
Nesse modelo, diferentes funcionalidades da aplicação estavam concentradas em uma estrutura mais acoplada. Com o crescimento da plataforma, essa arquitetura passou a apresentar dificuldades para acompanhar a demanda.
O problema era especialmente relevante para uma empresa que atende um segmento com características bastante particulares.
Restaurantes e estabelecimentos de alimentação possuem horários de pico muito claros. Durante o almoço e o jantar, a demanda pode aumentar significativamente em um curto período de tempo e cair novamente algumas horas depois.
Isso significa que a infraestrutura precisa ser capaz de responder rapidamente aos picos sem exigir que a empresa mantenha capacidade elevada durante todo o dia.
Além disso, indisponibilidade para uma plataforma desse tipo pode gerar impactos diretamente na operação dos estabelecimentos.
Um sistema fora do ar pode significar pedidos que não são registrados, comandas indisponíveis, dificuldades no atendimento e impacto na experiência do consumidor.
Segundo o case da KXC, a Takeat enfrentava quedas frequentes e indisponibilidades que comprometiam a experiência dos clientes e limitavam a expansão do negócio.
O que precisava mudar?
O desafio não era simplesmente migrar servidores para a nuvem.
Era necessário repensar a arquitetura para que a tecnologia acompanhasse o modelo de crescimento da empresa.
Entre os principais pontos identificados estavam:
- necessidade de escalar diferentes componentes de forma independente;
- redução do impacto de falhas entre serviços;
- capacidade de lidar com picos de demanda;
- melhoria da disponibilidade;
- evolução do processo de implantação;
- maior automação da infraestrutura;
- suporte ao crescimento da base de clientes;
- criação de uma estrutura preparada para novas funcionalidades.
Nesse cenário, a migração para a AWS foi acompanhada por uma modernização da arquitetura, e não apenas por uma mudança de infraestrutura.
A transformação: de um monólito para uma arquitetura distribuída
A KXC conduziu a migração da infraestrutura da Takeat para a AWS, adotando uma arquitetura baseada em serviços independentes, containers, componentes gerenciados e mecanismos de escalabilidade.
A infraestrutura também passou a ser provisionada como código utilizando Terraform, permitindo maior padronização e reprodutibilidade do ambiente.
Um dos principais movimentos foi a quebra da estrutura monolítica em diferentes microsserviços.
Microsserviços e containers
O núcleo da plataforma passou a utilizar Amazon ECS com AWS Fargate, com mais de 15 microsserviços em produção.
Entre eles estão componentes relacionados ao PDV, Garçom Digital, Delivery, integração com iFood, Webhook, CRM, WhatsApp, impressão e APIs de dashboard.
A separação desses serviços permite que diferentes componentes tenham seus próprios ciclos de vida e políticas de escalabilidade.
Isso representa uma mudança importante em relação a uma arquitetura na qual toda a aplicação depende de uma única estrutura.
Front-end escalável
A camada de experiência também foi modernizada utilizando AWS Amplify, com mais de 40 aplicações front-end em produção, de acordo com o case da KXC.
Essas aplicações atendem diferentes necessidades da plataforma, incluindo dashboards, cardápio digital, delivery, multi-lojas, food park e self-service.
Banco de dados preparado para os picos
Outro componente importante da transformação foi o banco de dados.
O banco principal foi migrado para Amazon Aurora PostgreSQL Serverless, com reader replica.
A arquitetura permite que a capacidade acompanhe a demanda de acordo com a configuração adotada, algo especialmente relevante para uma plataforma que possui picos concentrados nos horários de almoço e jantar.
Além disso, workloads específicos relacionados ao CRM e ao WhatsApp passaram a utilizar instâncias dedicadas de Amazon RDS PostgreSQL.
Para sessões, filas e necessidades de performance de leitura, foram utilizados clusters de Amazon ElastiCache.
Essa combinação permitiu distribuir diferentes necessidades da plataforma entre componentes especializados.
Uma arquitetura orientada a eventos para o WhatsApp
Um dos pontos interessantes do projeto está na comunicação com os consumidores por WhatsApp.
A Takeat precisava lidar com mensagens de diferentes estabelecimentos simultaneamente. Nesse cenário, uma falha ou pico de demanda em um restaurante não deveria comprometer a operação dos demais.
A solução utilizou Amazon SQS FIFO, com filas provisionadas dinamicamente para os restaurantes.
Esse modelo permite trabalhar com mensagens de forma ordenada e ajuda a evitar duplicidades dentro dos mecanismos de processamento configurados.
Além disso, o isolamento das filas contribui para separar as operações dos diferentes estabelecimentos.
Esse é um bom exemplo de como uma decisão de arquitetura pode estar diretamente relacionada ao funcionamento do negócio.
Não se trata apenas de escolher um serviço AWS, mas de entender o comportamento da aplicação e definir uma arquitetura compatível com ele.
Dados: do operacional ao estratégico
A modernização também envolveu a estrutura de dados.
A KXC implementou um Data Lake em Amazon S3, utilizando uma arquitetura em camadas conhecida como medallion architecture, organizada em raw, bronze, silver e gold.
A proposta é estruturar os dados para diferentes necessidades de consumo e análise.
Com essa estrutura, os dados operacionais da plataforma podem ser utilizados tanto pela Takeat quanto pelos restaurantes atendidos, de acordo com as aplicações e acessos definidos para cada cenário.
Isso mostra uma evolução importante: a infraestrutura deixa de ser apenas o lugar onde a aplicação “roda” e passa a fazer parte da estratégia de dados da empresa.
Segurança e distribuição de tráfego
Uma plataforma com milhares de acessos simultâneos também precisa considerar segurança e distribuição de tráfego.
Na arquitetura implementada, as aplicações e APIs expostas utilizam AWS WAF, enquanto o Amazon CloudFront atua na distribuição de conteúdo.
O ambiente também conta com múltiplos Application Load Balancers, responsáveis por distribuir o tráfego entre os microsserviços.
O acesso administrativo ao ambiente é realizado por VPN, e a autenticação de usuários utiliza Amazon Cognito, incluindo um fluxo de autenticação customizado.
Esses componentes fazem parte de uma arquitetura que busca combinar escalabilidade, segurança e disponibilidade.
CI/CD: mais velocidade para entregar novas funcionalidades
Modernizar a infraestrutura sem modernizar o processo de entrega poderia manter parte do gargalo existente.
Por isso, o projeto também envolveu automação de CI/CD.
Segundo o case da KXC, foram implementados 19 pipelines de integração e entrega contínua utilizando AWS CodePipeline, cobrindo os microsserviços da plataforma.
Com isso, a Takeat passou a ter processos de implantação mais padronizados e automatizados, permitindo múltiplos deploys por dia sem downtime, conforme descrito no case.
Para uma empresa de tecnologia em crescimento, essa mudança pode ser tão importante quanto a própria infraestrutura.
A capacidade de colocar novas funcionalidades em produção com mais agilidade influencia diretamente o ritmo de evolução do produto.
Os resultados: infraestrutura acompanhando o negócio
A modernização da arquitetura trouxe resultados expressivos para a Takeat.
De acordo com o case publicado pela KXC:
30x
crescimento da receita
22x
crescimento da base de clientes
80 mil+
acessos simultâneos suportados
Além desses indicadores, a plataforma passou a contar com uma arquitetura capaz de acompanhar os picos de utilização sem depender da mesma estrutura fixa utilizada anteriormente.
A escalabilidade passou a fazer parte da própria arquitetura.
Esse é um dos principais aprendizados do projeto.
A nuvem não foi utilizada apenas para substituir a infraestrutura existente. Ela foi utilizada como parte da estratégia de crescimento da empresa.
Quando tecnologia deixa de ser gargalo e passa a ser habilitadora
O caso da Takeat mostra uma situação bastante comum em empresas de tecnologia que crescem rapidamente.
Uma arquitetura que funcionava bem em determinado estágio pode deixar de atender às necessidades quando o número de usuários, transações e integrações aumenta.
Isso não significa necessariamente que a arquitetura anterior estava “errada”.
Ela pode simplesmente ter chegado ao seu limite diante de um novo momento do negócio.
Nesse contexto, modernizar significa identificar quais componentes precisam evoluir, quais serviços podem ser desacoplados, onde a automação pode reduzir trabalho operacional e como a infraestrutura pode acompanhar a demanda.
No caso da Takeat, essa transformação envolveu diferentes camadas:
Monólito → Microsserviços
Infraestrutura fixa → Escalabilidade
Processos manuais → CI/CD
Dados operacionais → Data Lake
Componentes acoplados → Serviços independentes
Capacidade limitada → Mais de 80 mil acessos simultâneos
O resultado foi uma infraestrutura mais alinhada ao estágio de crescimento da empresa.
O papel da KXC nessa transformação
Projetos de migração para a nuvem podem assumir diferentes níveis de complexidade.
Em alguns casos, migrar uma aplicação para a AWS pode ser suficiente.
Em outros, a migração é apenas o primeiro passo de uma transformação maior.
O projeto da Takeat é um exemplo desse segundo cenário.
A KXC participou não apenas da migração da infraestrutura, mas da modernização da arquitetura, trabalhando com serviços AWS para atender necessidades de escalabilidade, disponibilidade, segurança, dados, automação e integração.
A KXC se posiciona como parceira AWS voltada à construção de soluções em nuvem para empresas de diferentes portes, com atuação em arquitetura, migração, modernização, segurança, otimização e outros serviços AWS.
O que empresas podem aprender com o case Takeat?
O principal aprendizado não é que toda empresa precisa utilizar exatamente a mesma arquitetura.
Cada aplicação possui características, requisitos e desafios diferentes.
O que o case demonstra é a importância de avaliar a arquitetura de acordo com o momento do negócio.
Uma empresa que está crescendo precisa perguntar:
- Minha infraestrutura acompanha o crescimento da demanda?
- Meus serviços conseguem escalar de forma independente?
- O que acontece quando ocorre um pico de acesso?
- Existe algum ponto único de falha?
- Quanto do meu processo de implantação ainda é manual?
- Meus dados estão preparados para análises futuras?
- Minha arquitetura consegue suportar novas integrações?
- Estou pagando por capacidade que não utilizo?
- Minha infraestrutura está ajudando ou limitando o crescimento do produto?
Essas perguntas ajudam a identificar quando uma arquitetura precisa evoluir.
Takeat e KXC: tecnologia preparada para acompanhar o crescimento
O case da Takeat mostra como uma decisão de modernização de infraestrutura pode estar diretamente conectada à estratégia de crescimento de uma empresa.
Ao migrar para a AWS e adotar uma arquitetura distribuída, escalável e automatizada, a Takeat passou a contar com uma base tecnológica preparada para acompanhar a expansão da plataforma.
Os números publicados no case — 30 vezes mais receita, 22 vezes mais clientes e mais de 80 mil acessos simultâneos — ajudam a dimensionar a transformação alcançada.
Mais do que uma história sobre migração para a nuvem, o projeto mostra o papel que a tecnologia pode desempenhar quando infraestrutura e estratégia de negócio caminham juntas.
Sua empresa também está crescendo e sente que a infraestrutura atual não acompanha esse ritmo?
A KXC Tecnologia pode ajudar a avaliar o ambiente atual e identificar oportunidades de migração, modernização, escalabilidade, segurança e otimização na AWS.
Fale com a KXC e descubra como preparar sua infraestrutura para o próximo estágio do seu negócio.
Fontes
- KXC Tecnologia — Case Takeat: informações sobre o cliente, desafios, arquitetura implementada e resultados do projeto.
- KXC Tecnologia — Site institucional: posicionamento e atuação da KXC como parceira AWS e informações sobre suas soluções em cloud.
- AWS — Amazon ECS: documentação oficial sobre execução e gerenciamento de aplicações em containers.
- AWS — AWS Fargate: documentação oficial sobre execução de containers sem necessidade de gerenciar servidores.
- AWS — Amazon Aurora: documentação oficial sobre banco de dados relacional gerenciado.
- AWS — Amazon SQS: documentação oficial sobre filas e processamento de mensagens.
- AWS — Amazon S3: documentação oficial sobre armazenamento de objetos.
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